Assessor presidencial russo se pronuncia após reunião entre Putin e enviado de Trump

Durante o encontro, as partes abordaram diversas questões bilaterais e internacionais, incluindo o conflito na Ucrânia, a guerra contra o Irã e os laços econômicos.

Yuri Ushakov, assessor presidencial russo, comentou os resultados da reunião entre o presidente Vladimir Putin e o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff.

A reunião foi realizada no Palácio Konstantinovsky, perto de São Petersburgo. As partes discutiram diversas questões bilaterais e internacionais.

Segundo Ushakov, a reunião foi planejada e acordada há vários dias.

Embora o outro enviado presidencial dos EUA, Jared Kushner, não tenha conseguido comparecer por motivos de saúde, uma videoconferência foi organizada para que ele pudesse falar, afirmou Ushakov.

"Cabe ressaltar que este já é o nono contato do nosso presidente com representantes dos EUA, o que complementa de forma útil as conversas telefônicas que os presidentes da Rússia e dos Estados Unidos mantêm regularmente", enfatizou.

"No início, diante da imprensa, nosso presidente e Steve Witkoff delinearam os temas que seriam abordados na reunião e avaliaram o estado atual do diálogo entre os dois países", afirmou o assessor presidencial russo, acrescentando que a reunião de três horas foi completa e franca.

Witkoff, por sua vez, informou Putin sobre as negociações realizadas no dia anterior em Oslo com a Ucrânia e destacou novas abordagens tanto da União Europeia quanto de Kiev, embora, segundo Ushakov, "no contexto da resolução da crise ucraniana, elas não representam muito".

O principal tema do diálogo foi a resolução do conflito ucraniano, enfatizou o assessor presidencial russo.

"O presidente russo valorizou muito os esforços de mediação da administração dos EUA, sob a liderança pessoal de Donald Trump e de seus representantes especiais, para encontrar soluções aceitáveis ​​para ambos os lados", acrescentou.

Ushakov observou que a reunião incluiu discussões sobre a retomada das negociações trilaterais entre a Rússia, os Estados Unidos e a Ucrânia.

"Como é sabido, a retomada dessas negociações, prevista para ocorrer imediatamente após as eleições para a Duma Estatal, foi frustrada pelo próprio regime ucraniano, que lançou ataques em larga escala no dia da eleição contra Moscou, outras cidades, seções eleitorais e diretamente contra membros das comissões eleitorais, alguns dos quais perderam a vida", lembrou.

Conflito ucraniano

Na reunião, o presidente russo agradeceu ao seu colega americano, Donald Trump, pelo interesse em resolver o conflito ucraniano. Putin observou que, em sua última conversa, Trump enfatizou a necessidade de encerrar o conflito ucraniano para evitar mais vítimas. 

Ele também perguntou sobre os resultados das negociações na Noruega. O enviado da Casa Branca afirmou que as negociações em Oslo foram produtivas e que houve progresso. Ele acrescentou que existe uma base para alcançar um cessar-fogo no conflito.

Witkoff também disse estar confiante de que as negociações trilaterais entre Moscou, Washington e Kiev sejam retomadas e espera que o líder russo considere essa possibilidade.

Cooperação entre Rússia e EUA

O presidente russo enfatizou também que Moscou tem interesse em restabelecer a cooperação econômica com os EUA. 

Em nome de Trump, o negociador americano agradeceu a Putin pela decisão sobre o acordo do diesel.

O presidente russo destacou que, após o anúncio, os preços nos mercados mundiais caíram de 5% a 6%.

Putin também afirmou estar interessado nas avaliações da situação em torno do Irã e que a Rússia está disposta a ajudar a resolver o conflito.