Rubio admite os riscos das sanções contra a Rússia para os próprios EUA

O Secretário de Estado dos EUA reconheceu as complexidades decorrentes das sanções econômicas contra Moscou e seu impacto no comércio global.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, admitiu na terça-feira (20), em entrevista exclusiva à Network18 na Índia, que as sanções impostas à Rússia também têm consequências negativas para quem as impõe, além de repercussões globais.

"As pessoas não percebem que as sanções têm consequências, porque as sanções não são apenas contra a Rússia. Elas são contra qualquer pessoa que faça negócios com a Rússia", afirmou.

Rubio fez essa declaração respondendo a perguntas feitas por Rahul Joshi, CEO desse conglomerado de mídia, que chamou a atenção para a aparente contradição dos EUA de impor restrições a países como a Índia pela compra de petróleo russo, sendo que Washington concordou em 9 de outubro em comprar diesel russo.

Pressão e realidade

Respondendo à pergunta, Rubio concentrou-se nas críticas à atual administração "por parte de democratas e outros" que estão "pressionando" os EUA a impor "mais sanções" contra Moscou no contexto do conflito ucraniano, e afirmou que a política atual de Washington representa "um ato de equilíbrio".

Por fim, Rubio defendeu a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de "não implementar imediatamente" as sanções da lei defendida pelo falecido senador Lindsey Graham*, conhecido por sua postura russófoba, e aprovada pelo Congresso, que, entre outras coisas, previa o aumento de tarifas e sanções contra países que fazem negócios com a Rússia. "É preciso equilibrar os interesses em relação ao que está acontecendo na Ucrânia e na Rússia com o impacto que isso tem globalmente", concluiu.

*Incluído na lista de terroristas e extremistas da Rússia.