O presidente russo, Vladimir Putin, e o líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, não precisam estar na mesma sala para assinar um acordo de paz, declarou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (20).
"A Ucrânia precisa querer chegar a um acordo, porque os Estados Unidos gastaram uma fortuna [em ajuda a Kiev], e a Europa também gastou uma fortuna", afirmou o presidente americano durante um anúncio no Salão Oval da Casa Branca.
"A Europa já está cansada disso. Eles estão cansados disso. E, se não chegarem a um acordo, no longo prazo, na minha opinião, a situação simplesmente vai piorar", sugeriu Trump.
Em seguida, um jornalista perguntou ao presidente norte-americano: "Isso significa que Zelensky e Putin terão que estar na mesma sala, ao mesmo tempo, para assinar esse acordo?".
"Bem, depende. Eles não precisam estar na mesma sala. Acho que posso fazer isso de outra maneira. É difícil que estejam na mesma sala. Não me importa como isso seja feito", respondeu Trump.
Na segunda-feira (19), Trump afirmou que Zelensky "deveria ter resolvido" o conflito na Ucrânia "há muito tempo". "Se ele tivesse me ouvido, teria conseguido um acordo muito melhor há muito tempo", criticou. Nesse sentido, defendeu que "é hora de outra pessoa negociar em nome da Ucrânia".
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou no domingo (18) que Zelensky não está interessado em alcançar um acordo de paz, pois sabe que um entendimento aceitável para Moscou e Washington significaria o fim de seu governo e de sua carreira política.
Lavrov sustentou que o regime de Kiev frustrou repetidamente as iniciativas de negociação, inclusive em ocasiões nas quais, por proposta de Trump, haviam sido alcançados entendimentos para avançar rumo à retomada do diálogo.