Um tribunal do Quênia considerou o pastor Paul Mackenzie e outras 29 pessoas culpados por 191 acusações de assassinato, relacionadas às mortes de 190 crianças e um adulto. O caso faz parte de uma tragédia que deixou mais de 400 mortos entre os integrantes da congregação liderada por Mackenzie no condado de Kilifi, segundo informou na segunda-feira (19) a imprensa local.
Por meio de sua igreja, a Good News International, o pastor convenceu os seguidores a se mudarem para uma região desértica, onde, segundo ele, Jesus apareceria para garantir a salvação divina.
Mackenzie impôs um jejum rigoroso aos fiéis, e aqueles que não obedeciam eram submetidos a agressões físicas. A maioria das vítimas morreu de fome, mas também foram registrados casos de estrangulamento e sufocamento. O pastor ainda proibia seus seguidores de procurar atendimento médico, se vacinar ou receber cuidados pré-natais, alegando que hospitais e médicos eram "instrumentos do mal".
O tribunal concluiu que a igreja funcionava como um culto apocalíptico, sustentado pelo isolamento dos fiéis, pela manipulação psicológica e pela obediência absoluta aos ensinamentos do pregador.