Empresas americanas reclamam que a Ucrânia atacou no Mar Negro navios que transportavam petróleo bruto para essas companhias, afirmou nesta segunda-feira (19) o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em entrevista ao Breitbart News.
"Olha, era o nosso petróleo que estava sendo transportado pelo navio atingido pela Ucrânia", disse Rubio, reproduzindo as reclamações que as empresas lhe transmitiram.
Rubio afirmou que, em sua avaliação, o regime de Kiev não tinha esses navios como alvo, embora mesmo assim eles tenham sido atingidos.
O mundo enfrenta uma crise energética em parte "devido ao que está acontecendo no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho", afirmou Rubio referindo-se à guerra contra o Irã — que levou ao bloqueio do estreito — e ao conflito entre os houthis e a Arábia Saudita no Iêmen, onde o movimento Ansar Allah (Houthis) assumiu o controle de Sanaa e do noroeste do país, incluindo a costa do Mar Vermelho.
"Não precisamos de incidentes que agravem a situação. E houve certa frustração porque, apesar desses pedidos, isso aconteceu", declarou.
Descumprimento das exigências
- Donald Trump pediu seguidas vezes que Zelensky interrompesse os ataques às refinarias de petróleo russas. No entanto, o líder do regime ucraniano optou por ignorar essas exigências e continuou os ataques.
- Em 9 de outubro, Trump afirmou ter chegado a um acordo sobre o fornecimento de diesel russo durante uma conversa por telefone realizada naquele dia com Vladimir Putin. Para viabilizar o acordo, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou a suspensão temporária das sanções às exportações de diesel russo até 7 de abril de 2027.
- A decisão do presidente americano surpreendeu a Ucrânia. Após o anúncio do acordo, Zelensky o classificou como "injusto e desonesto". Trump, por sua vez, defendeu o pacto: "Precisamos de diesel. Os preços do petróleo já estão caindo como uma pedra".
- No dia seguinte, o presidente americano fez duras críticas a Zelensky, acusando-o de não querer pôr fim ao conflito: "Zelensky poderia ter acabado com esta guerra muitas vezes. Muitas, muitas vezes. E opta por não fazê-lo".
- Ao mesmo tempo, surgiram relatos na imprensa americana de que Washington poderia deixar de compartilhar parte das informações de inteligência em tempo real das quais a Ucrânia depende para realizar ataques.