
'Uma palhaçada': Lavrov sobre reação da Europa e da Ucrânia ao acordo de diesel entre Rússia e EUA

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou que a crítica feita por países europeus e pela Ucrânia ao acordo sobre diesel entre a Rússia e os EUA é "uma palhaçada" e "autopromoção".
"O acordo sobre diesel entre Moscou e Washington é um assunto entre Moscou e Washington. Enquanto a União Europeia o considera uma traição à Ucrânia, o próprio Zelensky afirma que a questão da exportação de diesel russo deve ser tratada com ele, pois só ele pode conceder a autorização. Mas isso não tem a ver com segurança energética; trata-se, na verdade, de autopromoção e palhaçada", declarou.

Lavrov explicou os recentes ataques de Vladimir Zelensky contra Donald Trump como resultado do receio, por parte do líder do regime ucraniano, de que alguém se esqueça de sua existência. "Ontem, ele pediu a eles dezenas de bilhões a mais, e ainda não responderam", afirmou o ministro. Ele acrescentou que a segurança energética — utilizada como pretexto por aqueles que criticam o acordo — é o que une todos os países e constitui a base da cooperação da Rússia com outras nações no âmbito da OPEP+.
Acordo sobre diesel
- Na sexta-feira, 9 de outubro, Trump afirmou que, durante a conversa telefônica que teve naquele dia com Putin, chegaram a um acordo sobre o fornecimento de diesel russo.
- "Acabei de encerrar uma conversa muito frutífera com o presidente Vladimir Putin, da Rússia, na qual ficou acertado que a Rússia fornecerá, de imediato, mais de 300 mil toneladas de diesel para o mercado americano e global; outras 500 mil toneladas durante o mês de novembro; e um milhão de toneladas logo na sequência", escreveu o chefe de Estado americano em sua conta na Truth Social.
- Em consequência, o Departamento do Tesouro anunciou a suspensão temporária das sanções sobre as entregas de diesel russo até as 00h01 (horário do Leste dos EUA) do dia 7 de abril de 2027.
Reação da Europa e da Ucrânia
- A decisão de Trump surpreendeu a Ucrânia e diversos governos europeus, gerando uma nova crise entre Washington e seus aliados ocidentais, segundo informou o Axios. Em entrevista ao veículo, Zelensky criticou a decisão, classificando-a como "injusta e desonesta".
- Posteriormente, ocorreu um embate verbal público entre Trump e Zelensky. Em uma de suas declarações, o presidente norte-americano afirmou que a Ucrânia deveria realizar eleições presidenciais e acusou Zelensky de se recusar a chegar a um acordo com a Rússia para encerrar o conflito.
- Diante dessa situação, o líder do regime ucraniano intensificou os contatos com líderes europeus.

