Os protestos que começaram em Paris e se espalharam por várias cidades francesas se transformaram, no sábado (17), em uma onda de saques e vandalismo contra prédios governamentais e estabelecimentos comerciais, especialmente lojas de marcas de luxo, alta-costura e tecnologia.
A violência, que teve início com manifestações estudantis, ganhou novas proporções ao longo do dia e se espalhou por outras grandes cidades do país, onde os saques passaram a concentrar as atenções.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram cenas de destruição em áreas comerciais de alto padrão em Paris, Marselha e Lyon. Grupos de manifestantes invadiram lojas e saquearam mercadorias.
Entre os estabelecimentos atingidos estavam lojas da Hermès em Marselha, onde saqueadores quebraram vitrines e roubaram produtos, deixando as icônicas caixas laranjas da marca espalhadas pelo local.
Boutiques da Louis Vuitton e da Dior também sofreram danos significativos nas vitrines e no mobiliário, enquanto lojas da Apple e da Rolex foram alvo de vandalismo e roubo de mercadorias.
O histórico complexo comercial Galeries Lafayette, um dos principais destinos de compras de luxo em Paris, também foi alvo de ataques e saques.