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Flávio Bolsonaro responde se seu irmão Eduardo poderia comandar o Itamaraty

O senador e candidato à Presidência também comentou se o ex-presidente Jair Bolsonaro teria um cargo em eventual governo.
Flávio Bolsonaro responde se seu irmão Eduardo poderia comandar o ItamaratyGettyimages.ru / Allison Sales/NurPhoto

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) respondeu, em sabatina da TV Globo nesta sexta-feira (16), se pretende nomear seu irmão, Eduardo Bolsonaro, como ministro das Relações Exteriores do Brasil caso seja eleito.

O senador foi questionado pela jornalista Renata Lo Prete, que citou uma fala de Eduardo sobre o assunto."Não, ele não vai ser meu chanceler" afirmou Flávio. Segundo ele, seu irmão "é um perseguido político".

"Hoje ele não pode pisar em um monte de país (...) Alexandre de Moraes toma punição com base na lei americana e põe a culpa no Eduardo como se ele tivesse condições de mandar no Donald Trump", declarou.

O candidato também negou que seu pai, Jair Bolsonaro, tenha tratado de cargos em um eventual governo, embora não tenha descartado a possibilidade de forma direta. Ele criticou o julgamento do ex-presidente, alegando "vícios" no processo. "O presidente Bolsonaro foi condenado em uma farsa, condenado por seus inimigos", afirmou. 

"Faxina no Itamaraty"

No final de setembro, O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que pretende fazer uma "faxina" no Itamaraty caso Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja eleito presidente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, ele disse ter "mapeado" os embaixadores que entraram e saíram de postos durante o governo Lula e ameaçou servidores que, segundo sua avaliação, teriam atuado contra seu pai.

"Meu caro servidor do Itamaraty, se você ajudou a sabotar o governo Bolsonaro, preocupe-se de verdade, porque eu vou estar na sua cola", afirmou Eduardo. Ele também prometeu retirar do cargo o embaixador brasileiro na Espanha, atualmente Luiz Alberto Figueiredo, como forma de dar um "exemplo".

Em outra publicação, Eduardo prometeu uma "limpeza no Itamaraty'' a partir de 2027. Segundo ele, o ministério "deixará de proteger o hamas e os filhos corruptos de Lula para ser um órgão que honre a história do Barão do Rio Branco e sirva ao povo brasileiro".

De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, publicada no período, a atuação internacional de Eduardo junto ao governo dos Estados Unidos é considerada um fator que poderia ampliar seu peso político em um eventual governo Flávio. Nesse cenário, seria difícil negar a ele um papel central na política externa caso reivindique o comando do Itamaraty. Uma alternativa em discussão seria sua nomeação para a Embaixada do Brasil em Washington.