A secretária de imprensa da Casa Branca, Katie Zacharia, deixou o cargo nesta sexta-feira (16), após apenas cinco dias na função, segundo a imprensa norte-americana. De acordo com o The New York Times, ela foi demitida. Caso a informação se confirme, ela bateu o recorde de menor tempo no cargo da história.
O presidente Donald Trump afirmou ter conversado com Zacharia e sugerido que reconsiderasse a permanência no posto. "Katie, será que isso é para você?", relatou o republicano. Trump acrescentou que ela vinha sendo tratada "de um jeito muito duro pela imprensa" e avaliou que "talvez o cargo não seja para ela".
Ex-comentarista da Fox News, Zacharia foi anunciada no dia 9 de outubro para substituir Karoline Leavitt, que deixou a função para se dedicar à família.
Sua primeira coletiva, na terça-feira (13), durou cerca de 15 minutos. Ela leu um texto preparado, respondeu a poucas perguntas e não soube esclarecer questões sobre o compartilhamento de informações de inteligência dos EUA com a Ucrânia. "Vou ter que responder a você depois", disse.
Sua saída poderá superar o recorde de brevidade de Anthony Scaramucci, ex-diretor de comunicação da Casa Branca que permaneceu dez dias na função, em 2017.
Polêmica sobre formação jurídica
Zacharia também enfrentou questionamentos sobre suas credenciais profissionais. Apresentada por Trump como advogada, ela se identificava dessa forma nas redes sociais e em programas de televisão, além de afirmar que havia trabalhado em um escritório em Pequim, na China.
Na quinta-feira (15), porém, admitiu em entrevista à Fox News que não passou no exame necessário para exercer a advocacia nos Estados Unidos. Questionada pelo apresentador Sean Hannity, respondeu: "Sim".
Formada em Direito pela Universidade Pepperdine em 2011, Zacharia passou a ser alvo de questionamentos sobre sua qualificação após dar respostas vagas sobre suas credenciais. Na quarta-feira (14), a organização Campaign for Accountability pediu que a Ordem dos Advogados da Califórnia investigasse o caso.
"Na Califórnia, intitular-se advogado sem licença não é um exagero; é crime", afirmou a entidade.