Criação de zona de segurança na fronteira com a Ucrânia não será objeto de negociações, diz Putin

O presidente russo reuniu-se com o alto comando militar durante uma visita a um posto de comando de tropas.

A criação de uma zona de segurança na fronteira com a Ucrânia avança com sucesso, declarou, nesta sexta-feira (16), o presidente russo, Vladimir Putin, durante uma visita ao posto de comando auxiliar do Grupo de Forças Conjuntas do Exército russo.

O presidente afirmou que a criação dessa zona de segurança não será objeto de negociações.

Putin lembrou que, após a incursão das tropas do regime ucraniano na província russa de Kursk, em agosto de 2024, as Forças Armadas da Rússia receberam a tarefa "não apenas de expulsar o inimigo" do solo russo, "mas também de criar uma zona de segurança no território adjacente".

"Essa tarefa está sendo cumprida com sucesso. Nosso objetivo é garantir a segurança absoluta dos territórios fronteiriços da Rússia para o futuro, e não planejamos tornar isso objeto de eventuais negociações de paz com a Ucrânia", afirmou.

O presidente detalhou que as forças russas libertaram, desde o início deste ano, cerca de 6.500 quilômetros quadrados de território e 310 localidades no âmbito da operação militar especial.

Atualmente, restam "pouco mais de 10% dos territórios da República Popular de Donetsk e 16,5% da província de Zaporozhie" sob o controle do regime de Kiev, indicou o presidente russo.

"A República Popular de Lugansk está totalmente sob nosso controle", destacou Putin.

Por sua vez, o chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, destacou que o regime de Kiev "optou por lançar ataques massivos" contra alvos civis em território russo "diante da ausência de resultados no campo de batalha".