Questionado sobre o possível uso de sua imagem por Donald Trump como "bode expiatório", o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, optou pelo silêncio.
A pergunta foi feita durante uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (16), em Bruxelas.
"O presidente Trump tem eleições de meio de mandato bastante difíceis, sua popularidade pessoal está muito baixa, os preços do diesel nos EUA estão muito altos e a guerra que começou no Oriente Médio não está seguindo como ele deseja. O senhor acha que ele o está tratando como um bode expiatório por causa de seus próprios problemas?", questionou Alistair Bunkall, correspondente da Sky News.
Como resposta, Zelensky fez uma pausa de cerca de 15 segundos e, finalmente, sorriu antes de dizer: "Esta é a minha resposta".
Kiev ignora exigências de Washington
A Rússia denunciou, na quarta-feira (14), novos ataques ucranianos contra a infraestrutura energética russa, apesar da exigência de Trump para que esse tipo de ataque fosse interrompido.
Moscou afirmou que Kiev não demonstra disposição para avançar em direção a uma trégua energética.
No sábado (10), Trump voltou a criticar Zelensky pelos ataques contra refinarias russas, realizados apesar das advertências americanas.
"Nós dissemos a ele: 'Não ataque as refinarias, porque isso causa um problema mundial'. E ele foi lá e atacou", afirmou o presidente americano, que também apresentou uma proposta aos ucranianos: "Sugiro que escolham um novo líder que seja capaz de chegar a um acordo".
Os ataques contra as refinarias russas continuam sendo um dos principais pontos de atrito entre Zelensky e Trump.
O presidente americano havia acusado o líder do regime de Kiev de provocar uma alta nos preços do diesel nos EUA.
"Ele quer criar problemas para nossos agricultores, nossos pecuaristas, com o diesel, porque a Rússia fornece uma grande parte do diesel em todo o mundo", declarou Trump.