
Acordo do diesel entre Trump e Putin é para Kiev o 'colapso da esperança de vitória' — The Atlantic

O acordo do diesel entre Vladimir Putin e Donald Trump representou, para o regime de Kiev, "um ato de traição" por parte dos Estados Unidos e "o colapso de sua principal esperança de vitória" no conflito, informou nesta quinta-feira (15) a revista The Atlantic, citando um funcionário ucraniano.

Em conversa com o colunista Simon Shuster, a fonte afirmou que, se Washington ficar ao lado de Moscou, Kiev não terá outra opção a não ser interromper a escalada do conflito e pedir a paz.
"Agora, ficou claro que a Rússia não entrará em colapso por causa de sua difícil situação econômica", declarou.
Além disso, a fonte afirmou que os Estados Unidos se tornaram um obstáculo à estratégia ucraniana de enfraquecer a economia russa e esgotar a população do país.
"A Rússia não entrará em colapso, pelo menos não agora", acrescentou.
O que se sabe sobre o acordo do diesel?
Na sexta-feira (9) Trump afirmou que chegou a um acordo sobre o fornecimento de diesel russo durante a conversa telefônica que teve naquele dia com seu homólogo russo.
Segundo o presidente americano, ficou acertado que a Rússia forneceria imediatamente mais de 300 mil toneladas do combustível ao mercado americano e mundial, outras 500 mil toneladas ao longo de novembro e mais 1 milhão de toneladas logo em seguida.
Em consequência, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou a suspensão temporária das sanções às entregas de diesel russo até as 00h01, no horário da Costa Leste dos Estados Unidos, de 7 de abril de 2027.
A autorização abrange todas as transações relacionadas à venda, entrega, descarga e importação de diesel de origem russa, inclusive sua entrada em território americano.
Moscou anunciou que começaria a suspender imediatamente a proibição das exportações de diesel, antecipando-se aos prazos inicialmente previstos.
O Kremlin avaliou positivamente as medidas dos Estados Unidos destinadas a estabilizar o mercado energético mundial e restabelecer gradualmente o comércio de produtos energéticos.
Enquanto isso, o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, criticou duramente Washington, classificando o acordo como um sinal de "fraqueza" e afirmando que ele não trará paz ao mundo.
Por sua vez, Trump criticou o Zelensky e o acusou de não querer pôr fim ao conflito: "Ele poderia ter acabado com esta guerra muitas vezes. Muitas, muitas vezes. E opta por não fazê-lo".

