A embaixadora dos EUA na Grécia, Kimberly Guilfoyle, renunciou ao cargo na terça-feira (13), cerca de duas horas após a Casa Branca pedir publicamente sua saída em meio a acusações de conduta inapropriada, segundo relatou ITV.
A secretária de imprensa, Katie Zacharia, confirmou o pedido e disse que Guilfoyle foi "um ativo valioso".
Guilfoyle anunciou a decisão na rede X, chamou as acusações de falsas e disse que defenderá "vigorosamente" seu nome e sua reputação.
Desde o fim de setembro, o Wall Street Journal publica reportagens que a acusam de ameaçar uma autoridade do país anfitrião, aceitar presentes e serviços indevidos e promover os interesses de uma empresa grega de construção e energia, cujo lobista teria sido admitido em reuniões diplomáticas privadas.
O jornal também afirma, com base em mensagens de texto, que ela pediu a um doador de Trump que pagasse uma fatura de cartão de crédito de US$ 100 mil antes de sua sabatina de confirmação, prometendo acesso a integrantes do governo.
Os advogados dela, David Schwartz e Jesse Binnall, negaram irregularidades. Disseram que o dinheiro solicitado era pagamento por palestras e aparições públicas anteriores à indicação e que não chegou a ser pago, e que ela seguiu as normas do Departamento de Estado nas viagens em jatos particulares.
Segundo uma fonte ouvida pela AP, a inspetoria-geral do Departamento de Estado analisa as acusações, mas não foi possível confirmar se haverá uma investigação formal. Democratas pediram uma apuração.