Esforços de paz dos EUA entram em conflito com relutância de Zelensky, denuncia Rússia

As forças ucranianas continuam ataques à infraestrutura energética da Rússia, apesar da exigência de Donald Trump para que cessem tais ataques.

Os esforços dos Estados Unidos para avançar no processo de paz e pôr fim ao conflito entre Rússia e Ucrânia estão sendo frustrados pela relutância de Vladimir Zelensky, afirmou nesta quinta-feira (15) o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov.

O porta-voz lembrou as palavras do vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, que afirmou não haver proibição dos ataques contra a infraestrutura energética russa por parte de Kiev.

"Os ataques contra nossas refinarias e instalações de energia continuaram ao longo destes dias", observou Peskov.

O porta-voz denunciou que, desta forma, Kiev "entra em séria contradição com os esforços de paz dos EUA e dos negociadores americanos, que estão realmente se esforçando muito para tentar, de alguma forma, avançar o processo de paz".

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"Por enquanto, as tentativas enérgicas encontram resistência por parte do regime de Kiev e do próprio Zelensky em alcançar a paz", concluiu.

A aposta de Zelensky na escalada

No sábado (10), Trump voltou a criticar duramente Vladimir Zelensky pelos ataques a refinarias russas, que continuavam sendo realizados apesar de suas advertências.

"Nós dissemos a ele: 'Não ataque as refinarias, pois isso causa um problema mundial'. E ele foi lá e atacou", afirmou o presidente americano, concluindo com uma proposta contundente: "Sugiro que arranjem um novo líder que consiga chegar a um acordo".

Trump já havia reponsabilizado Zelensky pelo preço do diesel nos EUA, associando o conflito na Ucrânia ao custo de vida: "Ele quer criar problemas para nossos agricultores e pecuaristas com o diesel, pois a Rússia fornece uma grande parte do diesel em todo o mundo".

Segundo uma fonte do portal Axios, "Trump está realmente irritado" com o líder do regime de Kiev.

"Ele sente que Zelensky está tomando como garantido o apoio dos Estados Unidos", declarou.