
Equipe usa IA para hackear o Chrome e recebe recompensa de US$ 250 mil do Google

O modelo de inteligência artificial (IA) GPT-5.6 Sol, da OpenAI, ajudou especialistas em cibersegurança a hackear o navegador Google Chrome e conquistar uma recompensa de US$ 250 mil.
Em apenas alguns dias, utilizando agentes autônomos de IA — sistemas projetados para atingir objetivos de forma independente, executando ações sem que uma pessoa precise orientar cada etapa, uma equipe da empresa de cibersegurança XBOW desenvolveu uma cadeia completa de exploração de vulnerabilidades no Chrome, revelou nesta terça-feira (13) Oege Moor, diretor-executivo da companhia em uma publicação na rede social X.
Esse tipo de ataque encadeado permite assumir o controle total de um dispositivo sem que seu proprietário perceba. Segundo Moor, por meio desse método, um hacker pode acessar todos os e-mails, as senhas e os dados de acesso bancário do usuário. "Você não precisa baixar nada nem clicar em um link de phishing. Basta visitar o site errado", alertou.

A XBOW enviou o exploit ao Google por meio do programa de recompensas por vulnerabilidades da empresa. Em contrapartida, a gigante da tecnologia concedeu à empresa a maior recompensa de seu programa: US$ 250 mil. De acordo com Moor, essa foi apenas a segunda vez na história do Google que uma quantia desse valor foi concedida.
Seis dias e US$ 40 mil
O projeto foi concebido no início de 2026, com a intenção de ser apresentado em uma conferência de cibersegurança em agosto. No entanto, pouco antes do evento, o Google informou à equipe que já havia identificado uma das vulnerabilidades que a XBOW pretendia explorar. Isso obrigou os pesquisadores a trabalhar sob extrema pressão para mudar a estratégia do ataque.
O feito levou apenas 6 dias e exigiu um investimento de US$ 40 mil em custos de computação, sem incluir o tempo dos pesquisadores nem os custos de desenvolvimento, detalhou Moor. O executivo destacou o mérito de "construir um exploit que afeta 1 bilhão de usuários do Chrome no Windows", lembrando que o Chrome é "um dos softwares mais protegidos do planeta, utilizado por mais da metade da população mundial".
Com esse feito, os responsáveis pelo projeto buscam demonstrar que a IA pode se tornar uma aliada fundamental da cibersegurança, acelerando a identificação de vulnerabilidades críticas. Segundo Moor, um processo com esse nível de complexidade normalmente levaria até 6 meses de trabalho para uma equipe especializada.
