
Ucrânia ataca refinaria na Rússia, ignorando exigências de Trump

Drones ucranianos atacaram uma refinaria de petróleo na província russa de Ryazan na noite de quarta-feira (14), afirmou o governador local, Pavel Malkov em uma publicação no telegram na quinta-feira (15).
O governador afirmou que a província foi "alvo de um ataque maciço com drones", que causou um incêndio em uma refinaria de petróleo e danificou um armazém e vários veículos no território de outra empresa.

"Segundo informações preliminares, não há vítimas. Os danos materiais estão sendo avaliados. As equipes de emergência estão trabalhando no local", afirmou Malkov. O governador agradeceu aos militares russos e aos membros das forças especiais que defenderam a província.
Kiev ignora exigências de Washington
Moscou denunciou, nesta quarta-feira (14), novos ataques ucranianos contra a infraestrutura energética russa, apesar da exigência de Trump para que esse tipo de ataque fosse interrompido.
De acordo com autoridades russas, forças ucranianas atacaram duas refinarias de petróleo, localizadas nas regiões de Saratov e Ryazan. Moscou afirmou que o regime ucraniano não demonstra disposição para avançar rumo a uma trégua que interrompa os ataques contra instalações de energia.
No sábado (10), Trump voltou a criticar Zelensky pelos ataques contra refinarias russas, realizados apesar das advertências americanas.
"Nós dissemos a ele: 'Não ataque as refinarias, porque isso causa um problema mundial'. E ele foi lá e atacou", afirmou o presidente americano, que também apresentou uma proposta aos ucranianos: "Sugiro que escolham um novo líder que seja capaz de chegar a um acordo".
Os ataques contra as refinarias russas continuam sendo um dos principais pontos de atrito entre Zelensky e Trump. O presidente americano havia acusado o líder do regime de Kiev de provocar uma alta nos preços do diesel nos EUA.
"Ele quer criar problemas para nossos agricultores, nossos pecuaristas, com o diesel, porque a Rússia fornece uma grande parte do diesel em todo o mundo", declarou Trump.
