Rússia e China reforçam parceria e discutem crises internacionais em reunião no Azerbaijão

Chancelarias abordaram temas como a crise com o regime de Kiev, a relação com os EUA, conflitos no Oriente Médio e cooperação em organismos multilaterais; encontro ocorreu durante cúpula em Baku.

Os ministros das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, e da China, Wang Yi, reuniram-se nesta quarta-feira (14), em Baku, capital do Azerbaijão, para discutir questões bilaterais e internacionais, incluindo as crises na Ucrânia e no Irã.

Segundo a chancelaria russa, o encontro ocorreu à margem da 7ª Cúpula da Conferência sobre Interação e Medidas de Fortalecimento da Confiança na Ásia (CICA).

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, os dois ministros fizeram uma avaliação positiva da dinâmica da "parceria abrangente e da interação estratégica" entre os países. A reunião ocorre no ano em que Moscou e Pequim celebram o 25º aniversário do Tratado de Boa Vizinhança, Amizade e Cooperação.

Os chanceleres também "alinharam posições" sobre o diálogo político bilateral, com atenção à implementação dos acordos firmados pelos presidentes dos dois países e à preparação de futuros encontros de alto nível.

Multilateralismo em foco

Outro tema foi o fortalecimento da coordenação estratégica em organismos multilaterais. Os ministros destacaram a importância da cooperação na Organização das Nações Unidas (ONU), no BRICS, no G20, na Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e na Organização para Cooperação de Xangai (OCX).

A relação com os Estados Unidos também esteve na pauta, assim como a situação na Ucrânia e no Irã. Os ministros ainda discutiram o desenvolvimento da CICA, em uma "troca aprofundada de opiniões".

Durante a reunião, Lavrov entregou a Wang Yi um relatório intitulado "Herdeiros de Goebbels: falsificação dos acontecimentos em Bucha e encenações sangrentas do regime de Kiev".

O documento foi elaborado por um tribunal público internacional liderado por Maksim Grigóriev, integrante da Câmara Pública da Rússia, e contesta a versão sobre a morte de civis em Bucha, em 2022.

A chancelaria russa classificou o encontro como realizado em um ambiente de "confiança e construção conjunta" e afirmou que as conversas confirmaram a proximidade ou a convergência das posições dos dois países sobre os assuntos discutidos.