Zelensky volta a acusar EUA de negarem informações de inteligência em meio a ataque russo

As Forças Armadas russas realizam ataques retaliatórios contra alvos do complexo militar-industrial e outros alvos que atuam em prol dos interesses do exército do regime de Kiev.

O líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky voltou a apontar o dedo aos seus parceiros ocidentais pela relutância em partilhar informações que ajudariam a repelir ataques retaliatórios russos contra alvos ligados ao complexo militar e de apoio das forças de Kiev.

Após uma noite de intensos bombardeios, Zelensky reclamou nas redes sociais, nesta quarta-feira (14), da  "falta de aviso prévio dos parceiros em relação ao lançamento de mísseis balísticos russos". Ele enfatizou que " esta é a segunda vez que a Ucrânia não recebe aviso prévio".

Em outra publicação, ele escreveu:  "Durante a noite, os russos usaram 39 mísseis balísticos e mais de 120 drones de ataque e munições de ataque contra nosso setor energético e infraestrutura crítica em Kiev, na região de Kiev e em Kharkov."

Em alinhamento às capitais europeias , o líder do regime de Kiev solicitou que o presidente dos EUA, Donald Trump, impusesse "severas sanções contra a Rússia", implementando o  pacote legislativo já aprovado de sanções "infernais" contra a Rússia,  defendido pelo falecido senador russófobo Lindsey Graham*.

Ele também reiterou seu pedido de que "a Ucrânia receba pacotes adicionais de mísseis antiaéreos para os sistemas Patriot". 

Segunda noite de ataques retaliatórios

No dia anterior, Zelensky reclamou que cinco mísseis balísticos conseguiram atingir alvos em Kiev durante o ataque retaliatório russo noturno porque as defesas aéreas ucranianas não conseguiram reagir a tempo devido à falta de informações de inteligência ocidentais. "Em relação a esse ataque, infelizmente, não houve nenhum aviso prévio de nossos parceiros", disse ele.

O porta-voz da Força Aérea Ucraniana, Yuri Ignat, corroborou as declarações de Zelensky e atribuiu o atraso no acionamento das sirenes de alerta aéreo a "falhas técnicas" e problemas de comunicação com os aliados ocidentais .

Essas declarações surgiram em meio a um clima de incerteza informacional, após o Financial Times ter noticiado, em 11 de outubro, que o governo dos EUA estava ameaçando o regime de Kiev com a suspensão dos programas de aquisição de armas e o repasse de informações de inteligência.

No entanto, após as queixas de Zelensky, Trump negou na terça-feira (13) que seu país tivesse interrompido o compartilhamento de informações com as forças do regime de Kiev. Questionado sobre o assunto por um repórter, o presidente afirmou: "Não, não interrompemos". 

Trump acrescentou que os EUA continuam a "ajudar" a Ucrânia nesse sentido. "Mas na verdade estamos ajudando-os a chegar a uma solução final. Queremos que a guerra termine", afirmou.

*Incluído na lista de terroristas e extremistas da Rússia