
Pentágono incluirá 'guerra biológica' em exercícios de rotina

O Exército dos EUA revelou um plano para preparar seus soldados para combater ataques biológicos. Em vez de presumir que todas as ameaças podem ser completamente eliminadas, o documento incorpora, pela primeira vez, cenários de guerra biológica no treinamento de combate de rotina, informou o Fox News na terça-feira (13).

O plano faz parte de uma estratégia de biodefesa atualizada, publicada em setembro, para que até 2035 as forças estejam prontas para serem mobilizadas e combaterem em ambientes "biologicamente contestados".
Alison Tamasi, alta funcionária da Agência de Armas Nucleares e de Contra-Armas de Destruição em Massa do Exército, explicou a mudança aos repórteres na segunda-feira, afirmando que eles "provavelmente" não podem proteger todos os seus soldados de todas as possíveis ameaças biológicas.
Ela afirmou que não podem ser "colocados numa bolha", portanto, a abordagem busca manter a capacidade operacional mesmo que ocorra um surto ou um foco de infecções.
Mantendo as missões no caminho certo
Na prática, a nova orientação visa garantir que as ameaças biológicas não sejam tratadas apenas como emergências médicas.
Em vez disso, comandantes, oficiais de inteligência e pessoal de logística precisarão aprender a manter as missões em andamento enquanto gerenciam cenários de surto.
Tamasi descreveu, como exemplo, um surto simulado de norovírus em um porto militar, onde a equipe médica tenta contê-lo e o pessoal de logística determina como manter o fluxo de suprimentos essenciais.
O primeiro ciclo de implementação, com duração de dois anos, terá como foco o estabelecimento de políticas, a melhoria da coordenação entre as organizações do Exército e o treinamento de pessoal especializado em biologia.
As fases subsequentes incluirão tecnologias mais avançadas e esforços de aquisição, além de trabalharem para alinhar a doutrina e definir como a prontidão para a biodefesa será avaliada em todos os ramos das Forças Armadas.
A iniciativa vem em um momento em que a inteligência artificial e a biotecnologia estão a suscitar preocupações sobre as armas que os adversários dos EUA poderão desenvolver num futuro próximo.

