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País da OTAN financiará filmes e games para preparar a população para a guerra

Iniciativa visa ampliar o apoio da população às Forças Armadas, mas cineastas alertam para os riscos de produções com viés propagandístico.
País da OTAN financiará filmes e games para preparar a população para a guerraBen Birchall/PA Images / Gettyimages.ru

O Ministério da Defesa da Estônia abriu um concurso para financiar filmes, documentários, séries de televisão e videogames que promovam a disposição da população para defender o país em caso de guerra. A iniciativa ocorre em meio ao fortalecimento militar da Estônia e de outros países bálticos, que alegam estar sob ameaça da Rússia.

O programa prevê cerca de 250 mil euros (R$ 1,41 milhão) em financiamento, informou a emissora pública ERR. Segundo Thomas Melli, porta-voz do ministério, o objetivo é abordar temas militares em produções audiovisuais capazes de alcançar diferentes gerações e ampliar o apoio da sociedade à defesa nacional.

O cineasta Ilmar Raag, que já recebeu recursos do ministério para produzir um documentário, defendeu que as obras priorizem representações realistas, em vez de mensagens simplistas. "Quem financia o ministério deve compreender que, se a visão de um cineasta se inclinar para uma perspectiva propagandística muito simplista, isso poderá ter consequências negativas", afirmou à ERR.

O prazo para apresentar candidaturas termina em 18 de novembro, e o dinheiro poderá ser utilizado no próximo ano.

Moscou desmente as fantasias europeias

Durante uma sessão plenária do Clube Valdai de 1 de outubro, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que "a Rússia não vai atacar ninguém nem em 2029, nem em 2030, nem em 2050".

O mandatário russo explicou as razões da "constante escalada de tensão por parte de muitos países europeus" em relação à suposta ameaça russa.

"Isso se deve a uma grave deterioração da situação econômica e de política interna nesses países", sustentou.

"Vejam o que está acontecendo com a economia, vejam o que acontece com a política social e com o nível de vida dos cidadãos dos principais Estados europeus. Nessas circunstâncias, eles precisam urgentemente desviar o foco de atenção de seus cidadãos dos problemas internos para problemas de caráter externo", acrescentou Putin.