Meta nega interferência eleitoral no Brasil e atribui falha em visualizações de Lula a problema global

A empresa afirmou que a falha não foi direcionada contra o presidente e atingiu criadores em mais de cem países.

A Meta*, controladora do Instagram* e Facebook*, negou ter interferido na disputa presidencial em favor de Flávio Bolsonaro (PL) e atribuiu a uma falha técnica global os problemas na contabilização de visualizações de publicações do presidente Lula (PT).

A manifestação, citada pelo O Globo, foi enviada ao TSE na segunda-feira (12), em resposta a ação da coligação petista.

A empresa afirmou que a falha não foi direcionada contra o presidente e atingiu criadores em mais de cem países, e que a distribuição das publicações de Lula ficou "substancialmente acima de sua própria linha de base recente". A empresa também pediu à Justiça mais 48 horas para informar as medidas aplicadas, desde 16 de agosto, aos perfis oficiais de Lula. 

Acusações contra Meta

A campanha eleitoral de Lula acusa a empresa de restringir o alcance de conteúdo do presidente, dificultar o impulsionamento de propaganda e favorecer o adversário no segundo turno.

Segundo documento da Secretaria Nacional de Comunicação do PT, o perfil de Flávio Bolsonaro registrava em média 2,96 vezes mais engajamento que o de Lula, apesar de ter 17,2% menos seguidores. A Meta admitiu problemas técnicos nas métricas de vídeos do Instagram*, conforme nota divulgada pela revista Forum, mas não confirmou impacto na distribuição de conteúdo nem favorecimento a qualquer candidatura.

*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.

* Pertencem à Meta, classificada na Rússia como uma organização extremista.