O Ministério das Relações Exteriores do Irã rejeitou nesta segunda-feira (12) as acusações do governo britânico sobre um suposto plano para atacar a base aérea de Fairford, utilizada por bombardeiros americanos que fazem ataques militares contra a República Islâmica, e classificou as alegações como parte de uma "operação de bandeira falsa".
Na segunda-feira (12), o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, declarou perante o Parlamento: "Posso confirmar nossa avaliação de que é muito provável que o plano tenha sido coordenado no Irã e que, quase certamente, tenha sido conduzido pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã".
Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que as acusações têm como objetivo "promover uma campanha anti-Irã e fugir à responsabilidade pela participação do Reino Unido na agressão militar americano-israelense contra o povo iraniano".
A chancelaria iraniana também acusou Londres de "se esconder atrás de uma linguagem vaga e sem apresentar provas concretas" para evitar responsabilização por fazer acusações infundadas.
O que aconteceu em Fairford?
No fim do mês passado, cinco homens foram detidos sob suspeita de envolvimento em crimes relacionados a explosivos e terrorismo nas imediações da base aérea de Fairford, localizada em Gloucestershire, no sudoeste da Inglaterra. No dia seguinte, eles foram liberados sob fiança.
Por sua vez, os Estados Unidos retiraram, na semana seguinte, uma dúzia de bombardeiros B-1 da base militar devido a preocupações com um possível ataque de drones atribuído à Guarda Revolucionária.