O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, quer trazer Israel para a campanha militar da Arábia Saudita contra os Houthis no Iêmen, usando a mediação dos EUA, informou o jornal israelense Haaretz na segunda-feira (12), citando fontes.
Uma fonte diplomática informou que o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, opõe-se ao envolvimento militar israelense devido à provável reação negativa do público, que, segundo as pesquisas, deplora as ações israelenses no Oriente Médio.
Outra fonte afirmou que o objetivo de Netanyahu é fortalecer os laços com Riade — que atualmente se limitam a contatos discretos — e buscar a normalização das relações diplomáticas.
No entanto, a posição da Arábia Saudita permanece inalterada: não haverá normalização das relações com Israel até que haja progresso concreto rumo à criação de um Estado palestino independente.
A escalada entre Riade e o movimento houthi começou em julho e representou, na prática, o fim da frágil trégua que mantinha as linhas de frente no Iêmen praticamente inalteradas desde 2022. Os Houthis intensificaram a pressão sobre a Arábia Saudita e ampliaram suas ações contra alvos ligados ao país, enquanto Riade intensificava suas operações militares no Iêmen.
Em setembro, os Houthis tomaram a cidade portuária de Moca, na costa oeste do Iêmen. O avanço reforçou o controle do movimento sobre uma importante rota marítima, o estreito de Bab el-Mandeb, que se conecta ao canal de Suez pelo mar Vermelho e é uma das principais rotas marítimas do mundo, essencial para o transporte de petróleo e mercadorias entre a Europa e a Ásia.