O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, governante do país, tem se deslocado constantemente entre palácios fortificados equipados com bunkers subterrâneos, sob a proteção de uma equipe de segurança de alta confiança, revelou o Wall Street Journal na segunda-feira (12), citando fontes oficiais.
O jornal informou que os ataques com mísseis intensificados pelo movimento Houthi do Iêmen não apenas perturbaram a vida cotidiana em Riade, mas também ameaçam diretamente a estabilidade econômica do reino.
Em meio à crescente insegurança e incerteza, a última aparição pública do líder de 41 anos foi no dia 6 de outubro, em uma campanha nacional de doação de sangue.
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O jornal destaca que o agravamento dos confrontos deixa o líder saudita em um impasse estratégico delicado. De acordo com Kristian Coates Ulrichsen, especialista em Golfo Pérsico do Instituto Baker da Universidade Rice (EUA), a liderança de Riad não possui alternativas viáveis, já que "qualquer resposta militar corre o risco de arrastá-los ainda mais para um conflito assimétrico".
Agravamento dos confrontos
Desde 5 de outubro, os rebeldes iemenitas intensificaram os ataques contra aeroportos sauditas.
No sábado (10), uma ofensiva atingiu o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, deixando 12 mortos e 309 feridos.
A escalada entre Riade e o movimento Houthis do Iêmem eclodiu em julho e representou, na prática, o fim da frágil trégua que havia congelado as linhas de frente no Iêmen desde 2022.
Os Houthis aumentaram a pressão sobre a Arábia Saudita e ampliaram suas ações contra alvos ligados ao país, enquanto Riade intensificava suas operações militares no Iêmen.