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Meta nega acusações de restringir posts da campanha de Lula

A empresa reconheceu a ocorrência de problemas técnicos, mas afirmou que as falhas não atingiram exclusivamente o Brasil ou contas específicas.
Meta nega acusações de restringir posts da campanha de LulaGettyimages.ru / Kenneth Cheung

A *Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp**,classificou como falsas as acusações da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre supostas restrições à distribuição de suas publicações nas plataformas. A informação foi publicada pela Times Brasil no domingo (11).

A empresa reconheceu a ocorrência de problemas técnicos, mas afirmou que as falhas não atingiram exclusivamente o Brasil ou contas específicas.

TSE exigiu explicações

O posicionamento foi apresentado após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dar prazo de 48 horas para a empresa esclarecer denúncias de tratamento desigual nos algoritmos.

A decisão foi tomada no sábado (10) pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, que pediu informações sobre eventuais limitações no alcance de publicações, exclusão de recomendações e bloqueios geográficos de conteúdo dos perfis de Lula.

A campanha petista apontou cinco episódios de possível interferência, entre eles dificuldades para impulsionar publicações no Instagram e alterações no número de visualizações.

O TSE também solicitou informações sobre 255 perfis falsos supostamente criados com inteligência artificial.

Segundo a campanha de Lula, essas contas acumularam cerca de 58 milhões de visualizações e publicaram ataques ao presidente e à primeira-dama, Janja Lula da Silva.

*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.

**Pertencente à Meta, сlassificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.