
Kremlin: Caso Ucrânia decida realizar eleições, a Rússia não atacará o país durante a votação

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou nesta segunda-feira (12) que o presidente russo, Vladimir Putin, pode dar a ordem para não atacar o território ucraniano precisamente no dia da eleição, caso o regime de Kiev optasse por realizá-la, e não por um período mais longo.

"O presidente já se pronunciou sobre isso, mas, neste caso, posso dizer em seu nome e com absoluta responsabilidade que, se realmente desejam realizar eleições em Kiev, o presidente da Federação Russa e comandante supremo em chefe estará preparado para dar a ordem de não lançar ataques contra a Ucrânia no dia da eleição. Precisamente no dia da eleição. É um ponto muito importante", afirmou.
Trégua para rearmar-se
Em relação às declarações do líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, de que precisa de 60 dias para realizar eleições na Ucrânia, Peskov reiterou a posição de Moscou de que a Rússia "não precisa de uma trégua, mas de uma paz duradoura para muitas gerações futuras".
Peskov lembrou que o lado russo estava preparado, e havia declarado isso abertamente, para continuar as negociações de paz para a resolução do conflito ucraniano imediatamente após as eleições para a Duma Estatal da Federação Russa (câmara baixa do parlamento).
"Mas o que a Ucrânia fez? A Ucrânia lançou ataques massivos sem precedentes contra Moscou. A Ucrânia tentou sabotar essas eleições. A Ucrânia bombardeou seções eleitorais. A Ucrânia atacou e assassinou diretamente vários membros das comissões eleitorais distritais nas novas regiões da Rússia", denunciou.
Foi precisamente após esses ataques que o presidente russo afirmou que Moscou agora deve considerar qual cronograma estabelecer para a retomada das negociações, enfatizou Peskov.
"Na realidade, eles não querem realizar eleições em Kiev. Isso é evidente. E eles não precisam desses 60 dias de trégua para eleições, mas sim para recuperar as forças, curarem suas feridas e continuarem a guerra", concluiu.
