
'Prioridade dos EUA': Argentina quer reativar ferrovia estratégica para escoar gás e petróleo

O governo argentino pretende reativar de uma ferrovia entre o campo de Vaca Muerta, no norte da Patagônia, principal formação de hidrocarbonetos não convencionais do país, e o porto de Bahía Blanca.
A iniciativa integra o Corredor Andes-Atlântico, acordo de infraestrutura firmado com os Estados Unidos em setembro, informou a imprensa argentina, no domingo (11).

O acordo prevê até US$ 7 bilhões em projetos estratégicos, mas a maior parte dos recursos identificados até agora está ligada ao Argentina LNG — projeto da YPF, em parceria com a italiana Eni e a XRG, para produzir e exportar gás natural liquefeito de Vaca Muerta.
Um dos principais projetos é o Corredor Norpatagônico, ou trem para Vaca Muerta, que ligará Bahía Blanca a Añelo, em Neuquén, recuperando trechos existentes e construindo um novo acesso ferroviário à formação.
O progeto prevê obras em 665 quilômetros de trilhos, passando por Bahía Blanca, Cipolletti e Cinco Saltos.
O governo também prepara licitações para atrair investimentos para outros corredores de carga, enquanto a privatização da Belgrano Cargas avança separadamente.
O plano inclui as linhas da Ferroexpreso Pampeano e da Ferrosur, cujas concessões venceram, mas seguem em vigor por prorrogações provisórias e precárias.
Aval de Washington
O Departamento de Estado dos EUA aponta como prioritárias as novas ferrovias para transportar cargas de Vaca Muerta a Bahía Blanca, aos portos da região metropolitana de Buenos Aires e a outros pontos estratégicos ligados à Hidrovia.
Washington apoia os projetos por meio de seu banco de exportações, da Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional e da Agência de Comércio e Desenvolvimento, além de capital privado, segundo a imprensa local.
O objetivo é solucionar gargalos logísticos no transporte de areia, dutos, equipamentos e outros insumos para Neuquén, além de facilitar o escoamento até os portos.
