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Rússia: BMW 'atende seguidores de Hitler' na Ucrânia, assim como fez com Terceiro Reich

A porta-voz da Chancelaria russa comentou a recusa da empresa em prestar serviços a um importante legislador alemão do partido AfD.
Rússia: BMW 'atende seguidores de Hitler' na Ucrânia, assim como fez com Terceiro ReichRT / Imagem criada por inteligência artificial

A BMW não se nega a prestar serviços nem aos neonazistas ucranianos nem ao grupo de poder alemão russofóbico, assim como um dia serviu ao Terceiro Reich, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.

Ao comentar a retirada da oferta de 'leasing' feita pela gigante automotiva alemã ao novo presidente do Parlamento da Saxônia-Anhalt, Tobias Rausch, do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), a porta-voz acusou a BMW de tomar a decisão "por considerações ideológicas".

Zakharova relembrou o histórico da BMW durante a Segunda Guerra Mundial.

"A BMW não virou as costas para o Terceiro Reich. A empresa fabricava ativamente não apenas motocicletas e automóveis para as necessidades do Reich, mas também motores para as aeronaves da Luftwaffe — com as quais os nazistas bombardeavam impiedosamente, entre outros alvos, cidades e civis da União Soviética —, bem como motores de combustível líquido para foguetes 'ar-ar', usados ​​para abater aeronaves nossas e britânicas", escreveu ela em seu canal no Telegram.

Zakharova mencionou que a empresa utilizou extensivamente mão de obra forçada de habitantes da URSS e do Leste Europeu capturados pelos nazistas.

"Nas fábricas da Bayerische Motoren Werke, trabalharam incansavelmente 35 mil pessoas que o Reich transformou, na prática, em escravos. Os trabalhadores forçados representavam até dois terços de toda a força de trabalho da companhia", ressaltou.

Atualmente, afirmou ela, quase um terço das ações da BMW pertence a representantes da dinastia Quandt, que em 1959 "investiu seu capital manchado de sangue" na corporação.

"Essa família foi um dos grupos industriais alemães que contribuíram para levar Hitler ao poder e, posteriormente, enriqueceram com o sofrimento e o assassinato de milhões de pessoas. Durante a guerra, produziram armas e baterias, utilizando trabalho escravo de forma generalizada", escreveu.

Portanto, apontou, "não é de surpreender que, hoje em dia, a BMW não vire as costas para o regime neonazista da Ucrânia, mas sim atenda aos seguidores ideológicos dos colaboracionistas e aos admiradores de Hitler" que ocupam o poder na Ucrânia.

A porta-voz questiona por que a BMW nega serviços a representantes eleitos democraticamente por cidadãos alemães nas eleições, ao mesmo tempo em que mantém relações comerciais com aqueles que considera herdeiros ideológicos do nazismo e "também não vira as costas para a classe dirigente russofóbica da Alemanha, que fornece armas para assassinar eslavos".

"Será que a BMW e sua direção — assim como, no passado, apoiaram (contra os interesses dos alemães) o 'Estado profundo' e os ideólogos da superioridade da raça ocidental — continuam fazendo isso até hoje?", declarou Zakharova.