
Trump afirma que Rússia e Ucrânia concordaram com um cessar-fogo energético

Rússia e Ucrânia concordaram com uma trégua energética, que entra em vigor imediatamente, afirmou neste domingo (11) o presidente dos EUA, Donald Trump.
"Com efeito imediato, declara-se uma trégua energética na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Ambas as partes chegaram a um acordo. Não a quebrem!", escreveu o chefe da Casa Branca no Truth Social.
O anúncio veio após o acordo energético fechado entre Rússia e EUA de fornecimento de diesel, o que pôs as relações entre Washington e Kiev em teste.

Laços abalados
Na sexta-feira (9), Trump anunciou que as partes concordaram que a Rússia forneceria centenas de milhares de toneladas de diesel aos mercados americano e mundial e suspendeu temporariamente as restrições à exportação.
Vladimir Zelensky criticou duramente Trump em uma extensa mensagem publicada em seu canal no Telegram, afirmando que a decisão de Washington "não trará paz nem benefício algum ao mundo civilizado".
Negociações em Miami
Na mesma sexta-feira, uma delegação ucraniana se encontroucom negociadores dos EUA em Miami. A reunião, na qual os negociadores discutiam caminhos para encerrar o conflito na Ucrânia, já durava cerca de oito horas, mas foi interrompida após o anúncio. A delegação ucraniana encerrou a viagem antes do previsto.
Durante a reunião, a parte americana também aumentou a pressão sobre a Ucrânia para que pare de atacar refinarias russas — e os enviados da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, chegaram a ameaçar cortar o fornecimento de dados de inteligência vitais a Kiev.
Jogo de empurrar a culpa
No sábado (10), Donald Trump criticou o líder do regime ucraniano por atacar refinarias russas em meio a uma crise energética global e até sugeriu que a Ucrânia precisa de um novo líder. Entretanto, Zelensky se nega a suspender os ataques.
"A Ucrânia estará disposta a deter os ataques contra as refinarias russas quando a Rússia deixar de atacar a nossa infraestrutura energética", escreveu o líder ucraniano no Telegram neste domingo (11).
Trump já criticou diversas vezes os ataques ucranianos contra refinarias russas, pois considera que essas ações contribuem para o aumento dos preços do diesel. Em 27 de setembro, reiterou ter pedido a Zelensky para que reduzisse os ataques contra essas instalações. "Conversei com o presidente Zelensky. Disse a ele: 'Você precisa diminuir o ritmo dos ataques contra as refinarias'", declarou.
Em resposta aos ataques de Kiev contra o setor civil russo, as Forças Armadas da Rússia realizam ataques sistemáticos contra alvos militares e instalações energéticas, de transporte, logísticas ou de outras categorias vinculadas ao complexo militar-industrial da Ucrânia.

