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Ex-procurador-geral de Israel depõe no julgamento de Netanyahu sobre autorizações de investigação

Depoimento de Avichai Mandelblit estará centrado nos limites das autorizações dadas à polícia, uma questão que a defesa tem levantado ao longo do julgamento.
Ex-procurador-geral de Israel depõe no julgamento de Netanyahu sobre autorizações de investigaçãoX: @ynetnews

O ex-procurador-geral Avichai Mandelblit chegou neste domingo (11) ao Tribunal Distrital de Jerusalém para testemunhar no julgamento por corrupção do premiê israelense, Benjamin Netanyahu. 

Mandelblit foi convocado ao tribunal a pedido da defesa do chefe de governo, que pretende provar que parte das ações investigativas foi realizada sem as autorizações necessárias. 

Durante o interrogatório conduzido pelo advogado de Netanyahu, Amit Hadad, Mandelblit reconheceu que algumas ações da polícia não foram previamente acordadas com ele.  

De acordo com o The Times of Israel, Mandelblit diz que ficou indignado com o fato de a polícia ter colocado um grampo no então chefe de gabinete de Netanyahu, Natan Eshel, e que isso foi posteriormente cancelado.

"[Os investigadores da polícia] me disseram que fizeram algo que me deixou furioso, e eu disse que aquilo tinha que acabar — e foi o que aconteceu", diz ele.

Netanyahu também compareceu à audiência, que ocorreu pouco mais de duas semanas antes das eleições israelenses de 27 de outubro.

Também estiveram na audiência o presidente do Knesset (Parlamento israelense), Amir Ohana, o chanceler Gideon Saar, a deputada Tali Gottlieb e o ex-presidente da Ordem dos Advogados, Efi Nave. 

Ações contra o primeiro ministro

O julgamento de Netanyahu, iniciado em maio de 2020, reúne três casos. 

No Caso 1000, os promotores alegam que Netanyahu e sua família receberam presentes de empresários ricos. 

O Caso 2000 envolve gravações de conversas com o editor do jornal Yediot Aharonot, Arnon Mozes, sobre uma possível troca de favores: cobertura mais favorável a Netanyahu no jornal em troca de medidas para enfraquecer o jornal rival Israel Hayom. 

Já no Caso 4000, os promotores sustentam que Netanyahu avançou com medidas regulatórias que beneficiaram a empresa de telecomunicações Bezeq em troca de cobertura favorável no site Walla.

  • Netanyahu tornou-se o primeiro chefe de governo israelense a ser julgado criminalmente durante o exercício do cargo. As acusações, apresentadas em 2019, incluem fraude, abuso de confiança e suborno relacionados ao suposto recebimento de mais de US$ 210 mil em presentes de empresários.
  • O primeiro-ministro nega as acusações e sustenta sua inocência. Em novembro de 2025, ele apresentou um pedido de perdão presidencial.