Notícias

'Monopólio do poder': Irã aponta hipocrisia de Macron sobre questão nuclear

"Por que uma lógica que garante à França segurança e liberdade vira de repente uma 'ameaça' quando se trata do Irã mesmo quando se fala de um programa nuclear civil pacífico e sob vigilância internacional", questionou o porta-voz iraniano.
'Monopólio do poder': Irã aponta hipocrisia de Macron sobre questão nuclearMinistério das Forças Armadas da França

A França mantém a hipocrisia na política de segurança para continuar fazendo parte de um círculo fechado de monopólio do poder enquanto priva os outros do direito à paz, escreveu no X na sexta-feira (9) o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baghaei.

O porta-voz da Chancelaria recordou que,durante o teste de lançamento das forças armadas francesas de um míssil balístico capaz de transportar ogiva nuclear na terça-feira (6), o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que "para ser livre, é preciso ser temido. E para ser temido, é preciso ser poderoso".

Depois, Baghaei citou as palavras do próprio Macron sobre o Irã: "O Irã nunca deve ter uma arma nuclear. Nem hoje, nem em cinco anos, nem em dez anos. Nunca".

Ao destacar que Teerã nunca buscou obter uma arma nuclear, questionou "por que uma lógica que garante à França segurança e liberdade vira de repente uma 'ameaça' quando se trata do Irã mesmo quando se fala de um programa nuclear civil pacífico e sob vigilância internacional".

"A dura realidade é a seguinte: não querem a paz para todos. Querem conservar o monopólio do poder que inspira o temor e o dá legitimidade para intimidar. Pretendem continuar sendo eles mesmos poderosos, dotados da arma nuclear e, é claro, temíveis, ao mesmo tempo em que impõem restrições aos demais", explicou Baghaei. 

  • Em 6 de outubro, as Forças Armadas francesas realizaram o primeiro lançamento de um míssil balístico estratégico M51, especificamente a variante M51.3, a partir do submarino nuclear Le Vigilant.
  • O presidente Emmanuel Macron esteve presente durante o lançamento, observando-o da fragata Auvergne da Marinha Francesa.
  • "Para ser livre, é preciso ser temido. E para ser temido, é preciso ser poderoso", comentou o presidente em sua conta no X após o teste.