O presidente Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (9) que chegou a um acordo com seu homólogo russo, Vladimir Putin, para que a Rússia forneça centenas de milhares de toneladas de combustível diesel aos EUA e aos mercados globais.
"Acabei de concluir uma conversa muito proveitosa com o presidente Vladimir Putin da Rússia, na qual ficou acordado que a Rússia fornecerá imediatamente mais de 300.000 toneladas de combustível diesel para os EUA e para o mercado global, outras 500.000 toneladas durante o mês de novembro e 1.000.000 de toneladas imediatamente depois disso", escreveu em sua conta no Truth Social.
Crise do diesel
O anúncio do acordo surge em meio à crise do diesel, com os preços dos combustíveis atingindo rapidamente níveis recordes.
Os preços do diesel no atacado na União Europeia (UE) subiram para US$ 1.642,25 por tonelada métrica, o preço mais alto registrado desde 2007. Nos EUA, o diesel atingiu um recorde histórico de US$ 6,4 por galão em setembro, superando o recorde anterior de US$ 5,8 estabelecido em junho de 2022.
Os Estados Unidos têm utilizado intensamente sua Reserva Estratégica de Petróleo em meio à guerra comercial com o Irã e às interrupções no Estreito de Ormuz. De acordo com dados divulgados pelo Departamento de Energia em 5 de outubro, a Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA (SPR) perdeu quase 800 mil barris na semana passada, caindo para 283 milhões de barris.
Entretanto, o G7 e seus parceiros anunciaram a liberação de 100 milhões de barris de reservas de emergência, numa tentativa de conter a forte alta dos preços do diesel.
Embora o ocupante da Casa Branca tenha considerado em diversas ocasiões a proibição das exportações desse combustível, ele acabou descartando a ideia, de acordo com três fontes do Politico familiarizadas com os planos.