O Ministério das Relações Exteriores de Israel publicou nesta sexta-feira (9) um duro comunicado após o anúncio de Navanethem "Navi" Pillay como vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026, e chegou a invocar o infame Joseph Goebbels, chefe da propaganda de Adolf Hitler.
"Se existisse um prêmio para mentiras, ódio e calúnias, 'Navi' Pillay não seria apenas uma das candidatas. Seria a favorita", afirma o texto.
"Seu papel na implacável demonização de Israel, motivada politicamente, e na promoção da 'mentira do genocídio', diz tudo. Conceder a Pillay o Prêmio Nobel da Paz não é um reconhecimento à justiça, é uma grotesca instrumentalização de um prêmio para legitimar o ódio e o preconceito contra Israel", acrescenta.
"Agora que o Comitê Nobel premiou a maior mentira do século XXI, Joseph Goebbels certamente estará aplaudindo do inferno", conclui.
A rejeição israelense vem como consequência das diversas denúncias de Pillay sobre o conflito em Gaza.
Em fevereiro de 2025, enquanto era presidente da Comissão Internacional Independente de Investigação da ONU sobre os Territórios Palestinianos Ocupados, ela classificou como "limpeza étnica" e ilegal o plano do presidente americano Donald Trump de reassentar a população do enclave em países vizinhos, e sustentou que seu deslocamento forçado é um crime internacional e que não existe base legal para desalojar os palestinos de sua terra.