Os Estados Unidos impuseram sanções ao Tribunal Penal Internacional (TPI), anunciou o secretário de Estado Marco Rubio nesta sexta-feira (9), segundo o Departamento de Estado. A medida proíbe transações com a corte e visa "cortar seus recursos e prejudicar sua capacidade de operar".
Rubio afirma que "nem os republicanos nem os democratas" jamais aceitaram que o TPI tivesse poder para processar cidadãos, militares ou líderes políticos americanos.
Ele acusou "especialistas globalistas" de quererem que a corte processe "militares que defendem seu país, agentes da Patrulha de Fronteira que protegem nossa nação e líderes eleitos que garantem nossa segurança nacional".
O comunicado afirma que Washington esperou "mais de um ano" por "gestos básicos de boa-fé" do TPI, mas que "nem o TPI nem os Estados-membros tomaram medidas significativas" para responder às preocupações americanas.
Ainda assim, Rubio diz que os EUA "mantêm a esperança de uma solução diplomática" e estruturaram a ação para dar "oportunidade de negociação".
"Ou o Tribunal Penal Internacional para com as suas ameaças ou nós acabamos com ele", declarou Rubio. Ele pediu que os aliados, "muitos dos quais fazem parte do TPI e dependem de militares americanos para sua defesa", contenham a corte. Caso contrário, afirmou, os EUA continuarão sua campanha para "desmantelar o TPI, peça por peça, até que os americanos não sejam mais ameaçados".