As autoridades norte-americanas apresentaram uma nova acusação contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por suposta "conspiração para cometer tortura".
A nova acusação, divulgada nesta quinta-feira (8), refere-se à suposta tortura de opositores políticos e, também, de cidadãos norte-americanos que estiveram detidos no país sul-americano, informa a Reuters.
A acusação alega, de acordo com a AP, que o presidente teria autorizado "o uso de tortura contra pessoas específicas" e supervisionado "um sistema concebido para empregar a tortura, a detenção arbitrária e a violência como meios de repressão contra a oposição política".
A acusação também envolve sua esposa, Cilia Flores. Ambos estão presos nos EUA desde que foram sequestrados em janeiro passado, quando a administração de Donald Trump atacou a Venezuela.
Maduro e Flores são acusados, sem provas, de "narcotráfico". Com a nova acusação, deverão responder perante a Justiça norte-americana por supostas violações dos direitos humanos durante seu mandato.
Acusações
O casal é acusado, também sem provas, de supostamente se manter no poder "aterrorizando aqueles que consideravam opositores por meio de perseguição e violência", apontando-se que milhares de venezuelanos foram "assediados, ameaçados, presos, processados, agredidos, torturados ou assassinados" por pessoas que agiam sob as ordens de seu governo.
As acusações incluem, entre outras ações, alegados choques elétricos, espancamentos e asfixia contra essas pessoas.
- Maduro foi levado de sua casa em janeiro, juntamente com Cilia Flores, enquanto tropas americanas bombardeavam Caracas. De lá, foram transferidos para o Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, sob acusações infundadas de narcotráfico. Ambos se declararam inocentes dos crimes que lhes são imputados.
- Além de alegar inocência, Maduro define a si mesmo como um "prisioneiro de guerra", e sua defesa invocou a imunidade a que tem direito, na qualidade de chefe de Estado em exercício, para tentar anular um processo judicial que ele denuncia como irregular, devido à falta de competência dos EUA para julgá-lo.
- Os advogados de Cilia haviam solicitado anteriormente a concessão de prisão domiciliar enquanto sua situação judicial é resolvida, em razão de seu estado de saúde delicado.