A Igreja Batista da Lagoinha e o pastor Lúcio Barreto Júnior foram condenados ao pagamento de R$ 150 mil por danos morais coletivos, informou o g1 nesta quinta-feira (8).
A sentença decorre de discursos discriminatórios de gênero e de incitação à violência sexual contra meninas e mulheres proferidos durante um evento religioso. A decisão ainda é passível de recurso.
O caso ocorreu durante um culto temático sobre "educação de filhos", realizado em 15 de abril de 2024, destinado apenas ao público masculino. Na ocasião, o pastor afirmou ter beijado a própria filha, então com 11 anos, na boca.
"Eu peguei minha filha um dia, dei beijo nela, falei que amava ela. Ela passava e eu falava assim: 'Nossa, que mulherão, ai se eu te pego'. Um dia ela distraiu e eu dei um beijo na boca dela. E eu falei assim: 'Quando eu encontrar seu namorado, eu vou falar: você é o segundo, eu já beijei'", disse.
Além da multa, a decisão de segunda-feira (5) exige uma retratação do pastor e a divulgação de um novo sermão pela igreja. A defesa de Lúcio Barreto Júnior contesta a decisão, afirmando que as falas foram retiradas de contexto, e informou que irá recorrer.