O banqueiro britânico Simon Andriesz, que revelou supostos vínculos comerciais entre o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, e o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, foi encontrado morto no mês passado.
O executivo de 57 anos teria tirado a própria vida em 23 de setembro, informou o jornal The Banker, citando o fundador do Grupo de Trabalho para a Transparência, Andy Agathangelou.
Andriesz, ex-CEO da corretora BGC Group — onde Lutnick foi diretor executivo —, passou anos denunciando supostas irregularidades contábeis e laços comerciais não declarados entre o atual secretário americano e Epstein.
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Ele forneceu informações ao FBI e ao Comitê de Supervisão da Câmara, incluindo e-mails de 2018 que os dois trocaram discutindo sobre uma startup em que ambos investiam.
Lutnick negou relação com Epstein e condenou seus crimes, mas admitiu ter visitado sua ilha privada em 2012, em férias familiares.
Antes da morte de Andriesz, a Autoridade de Conduta Financeira (FCA) do Reino Unido havia informado erroneamente ao banqueiro que ele não se qualificava para proteção como denunciante porque sua identidade havia sido tornada pública. Posteriormente, a entidade se retratou e iniciou uma revisão do caso.
"As consequências pessoais de ser denunciante, e as represálias que digo que se seguiram, foram devastadoras para minha família e para mim", escreveu Andriesz no X em 9 de agosto.