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Menos dólares, mais armas: a nova estratégia de Trump para a América Latina

O total da ajuda americana a oito grandes economias latino-americanas passou de mais de US$ 2 bilhões em 2012 para US$ 1,1 bilhão no ano passado.
Menos dólares, mais armas: a nova estratégia de Trump para a América LatinaAP / Alex Brandon

A ajuda militar dos EUA a oito das maiores economias da América Latina caiu para US$ 56 milhões no ano passado —o nível mais baixo desde 2001, conforme dados da Bloomberg Economics.

Desde 2023, avança na região uma onda de governos alinhados a Donald Trump. Aliados do presidente americano venceram na Argentina, no Peru e na Colômbia; no Brasil, Flávio Bolsonaro liderou no domingo (4) o primeira turno das eleições presidenciais.

Segundo a Bloomberg, Trump pressiona governos amigos a elevarem seus gastos de defesa, comprar armamento dos EUA e participar de operações contra cartéis.

A Colômbia, maior recebedor regional de ajuda militar dos EUA desde o início dos anos 2000, tem recursos adicionais prometidos após a chegada de Abelardo de la Espriella à Presidência.

Mas os US$ 52 milhões previstos para Colômbia, Equador, Peru e Panamá são apenas uma fração do que foi o Plano Colômbia — o programa de combate ao narcotráfico e a grupos armados da era Bill Clinton, que destinou milhões de dólares a Bogotá.

Henry Ziemer, pesquisador do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, afirmou que o financiamento militar estrangeiro está "ultrapassado" e que, em contrapartida, as vendas de armas estão em alta. Enquanto reduz seu apoio financeiro, Washington mobiliza tropas e 14 países aderiram ao Escudo das Américas.

A ajuda total dos EUA a oito grandes economias latino-americanas caiu de mais de US$ 2 bilhões de dólares em 2012 para US$1,1 bilhão no ano passado. Jimena Zuniga e Courtney McBride, da Bloomberg Economics, apontam que a Argentina recebeu apoio financeiro enquanto o Brasil enfrentou tarifas, e alertaram para possíveis limitações nessa estratégia.