Christa Pike, que sobreviveu a duas injeções letais no Tennessee, acordou, conseguiu se comunicar de "maneira básica", mas parece não se lembrar da tentativa de execução, segundo informou o anestesiologista Joel Zivot à BBC nesta quarta-feira (7).
De acordo com Zivot, que assessora a defesa de Pike, ela conseguiu lembrar seu nome, mas errou a data, acreditando que ainda estava em setembro. "Ela tem algumas memórias de estar no hospital, mas nenhuma memória, eu acredito, da tentativa de execução", afirmou.
Pike foi condenada à morte pelo assassinato de sua colega de classe Colleen Slemmer em 1995, quando tinha 18 anos. Ela recebeu duas doses de pentobarbital em 30 de setembro, mas sobreviveu.
A tia de Pike, Carrie Ross, disse ao Daily Mail nesta quarta-feira (7) que a família foi informada de que ela havia sido declarada com morte cerebral pouco antes de acordar.
"Eles iam deixá-la ir - deixá-la morrer - à 1h de amanhã", contou Ross. Segundo ela, nenhum familiar conseguiu falar diretamente com Pike desde que ela despertou.
O que aconteceu na execução
Durante o procedimento, Pike teria dito: "Meu braço parece que vai explodir".
Entre os problemas relatados estão dificuldades para obter acesso intravenoso, veias danificadas e uma possível deterioração do pentobarbital utilizado. O advogado Stephen Ferrell afirmou que Pike já temia complicações por causa de um distúrbio sanguíneo que, segundo ele, dificultou a realização de coletas de sangue ao longo de sua vida.
O advogado Randy Spivey disse que foram feitas ao menos sete perfurações apenas no braço esquerdo enquanto a equipe tentava instalar os acessos intravenosos.
Outra versão sugere que as linhas intravenosas não estavam corretamente posicionadas e que o pentobarbital teria entrado no tecido do braço em vez da corrente sanguínea.