O Irã poderia realizar ataques preventivos contra os Estados Unidos se necessário, afirmou o porta-voz militar iraniano, brigadeiro-general Mohammad Akraminia.
Segundo o oficial, Teerã já realizou ataques desse tipo contra uma base americana na Jordânia e bases separatistas, incluindo as da região do Curdistão iraquiano, onde a oposição estocou armas fornecidas pelo presidente americano Donald Trump. "E isso lhes tirou a iniciativa, e vocês viram que eles não conseguiram agir", acrescentou.
Durante a escalada das tensões em julho, a República Islâmica atacou uma base militar dos EUA com drones alegando que esta planejava um ataque ao seu território. No entanto, não especificou a localização da instalação.
"O Artigo 51 da Carta da ONU reconhece o direito à autodefesa, e a operação preventiva foi realizada no âmbito da autodefesa. E agora, se necessário, realizaremos operações preventivas no futuro para dissuadir o inimigo de cometer qualquer tipo de agressão ou ataque", afirmou.
O Irã aumentou sua capacidade de produção de armas e equipamentos de defesa em 2,5 vezes nos últimos sete meses em comparação com o período anterior à guerra que os Estados Unidos e Israel iniciaram contra o país persa no final de fevereiro, afirmou na terça-feira (6) o porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, o brigadeiro-general Reza Talei-Nik. Ele advertiu que qualquer nova agressão ou ameaça dos EUA e de Israel receberá uma "resposta decisiva" e resultará em "derrotas ainda mais retumbantes".