O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou nesta quarta-feira (7) as notícias de que Washington estaria obstruindo o retorno da líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, ao seu país.
Ao ser questionado durante uma coletiva de imprensa conjunta com seu homólogo grego, George Gerapetritis, se o Departamento de Estado "continuará a pedir a governos estrangeiros que não facilitem o retorno de Maria Corina Machado à Venezuela", Rubio questionou se tudo o que foi publicado na mídia era verdade.
"Não sei do que você está falando. Honestamente, não sei. Só porque você publica algo não significa que seja verdade", afirmou Rubio, acrescentando que seu departamento "nunca" pediu a "ninguém" que "impedisse a entrada de qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo" .
A equipe de Machado informou em 22 de setembro que a política tentou retornar à Venezuela por via aérea e marítima em pelo menos sete ocasiões, após deixar o país em dezembro passado para ir a Oslo receber seu Prêmio Nobel.
Segundo o The Wall Street Journal, a primeira tentativa de Machado de retornar à Venezuela ocorreu em junho e incluiu uma escala na ilha de Curaçao. No entanto, o jato particular em que ela viajava recebeu ordens para retornar enquanto ainda sobrevoava território americano. "As autoridades holandesas, responsáveis pelas relações exteriores de Curaçao, inicialmente acreditaram que os Estados Unidos apoiavam sua viagem, mas revogaram a permissão de pouso depois que Washington deixou claro que não a apoiava", informou o jornal, citando "fontes familiarizadas com o assunto".