Autoridades europeias ficam em silêncio enquanto polícia 'esmaga' estudantes na França, denuncia Rússia

"E onde está Kaja Kallas? Alguém pode acordá-la?", apelou a porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova.

O governo francês permanece em silêncio enquanto a polícia francesa "pisoteia e esmaga crianças" durante protestos estudantis, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, em entrevista nesta quarta-feira (7).

"A única coisa que realmente me preocupa nisto é o silêncio do Palácio do Eliseu em relação às ações da polícia; acredito que todos viram aquelas imagens ontem. Todos que acompanham a agenda política internacional. A mesma força policial francesa, além da palavra 'pisoteia', eu só consigo usar a palavra 'esmaga', seus próprios filhos sem qualquer consideração", declarou Zakharova.

A porta-voz destacou o silêncio da Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, bem como dos membros da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (PACE).

"O segundo ponto que me interessou. E onde está Kaja Kallas? Alguém pode acordá-la? [...] E onde estão eles, por assim dizer, em Bruxelas, nos seus escritórios na PACE, onde estão todos? Este é o momento deles de brilhar ", declarou.

Segundo a porta-voz, "finalmente tudo se encaixou exatamente como eles queriam". "Quero ouvir pelo menos uma vez — quando, do ponto de vista deles, não há outras razões ou opções além de não fazer uma declaração — pelo menos uma vez, uma declaração real, ou uma declaração que se aproxime da realidade, sobre como não se pode tratar pessoas pacíficas e desarmadas dessa forma, eu diria até crianças, estudantes, alunos do ensino fundamental e médio", acrescentou.

"Provavelmente deveria ter usado outras expressões: deter, prender, mas, infelizmente, não posso, porque o que vimos ontem e nestes últimos dias não pode ser descrito com a terminologia tradicional da ciência política ou do direito. Isto não é uma detenção. [...] Isto é simplesmente um massacre, um verdadeiro massacre", enfatizou.