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EUA revelam motivo da evacuação de bombardeiros estratégicos de base britânica

Anteriormente, Trump havia declarado que Washington tinha indícios de uma possível ameaça contra ativos desdobrados nas instalações.
EUA revelam motivo da evacuação de bombardeiros estratégicos de base britânicaGettyimages.ru / David Bown

Os Estados Unidos retiraram no domingo (4) uma dúzia de bombardeiros B-1 da base militar britânica de Fairford, na Inglaterra, devido a preocupações com um provável ataque com drones atribuído à Guarda Revolucionária iraniana, informou o Wall Street Journal citando funcionários americanos e europeus.

A suposta agressão faria parte de um plano iraniano de várias etapas para atingir aviões e matar americanos no local, incluindo pilotos.

O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, afirmou que os bombardeiros foram transferidos "por excesso de precaução", para proteger os militares americanos.

Já o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Washington tinha indícios de uma possível ameaça contra os ativos desdobrados em Fairford.

As autoridades americanas haviam sido informadas de um suposta conspiração ligada ao Irã contra a base, que teria incluído o recrutamento de cidadãos britânicos e uma manobra de distração nos arredores.

Além da ameaça de drones, militares americanos na Europa receberam informação de um potencial atentado com um veículo carregado de explosivos.

Por sua vez, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, minimizou o assunto e afirmou que é habitual que aviões militares sejam transferidos para diferentes partes do mundo, enquanto funcionários britânicos apontaram que não existem provas de que o Irã possa executar uma operação tão complexa contra a base.

Fairford: o que se sabe até agora?

No dia 27 de setembro, cinco homens foram detidos sob suspeita de crimes relacionados a explosivos e terrorismo nas proximidades das instalações da base. No dia seguinte, ficaram em liberdade sob fiança.

As autoridades britânicas insinuaram uma suposta implicação do Irã no incidente, alusões que foram rejeitadas "categoricamente" pelo ministro das Relações Exteriores da República Islâmica, Abbas Araghchi, e pela embaixada iraniana em Londres.