O chanceler alemão Friedrich Merz prometeu mais uma ajuda financeira à Ucrânia tirada do bolso dos alemães após vistar Kiev inesperadamente no domingo (4), informou nesta segunda-feira (5) no X a líder do partido de esquerda alemão Aliança Sahra Wagenknecht (BSW), Sahra Wagenknecht.
"Enquanto a Alemanha se afunda cada vez mais na crise econômica e energética e o governo federal impõe cortes aos alemães, Merz viaja a Kiev e volta a prometer à Ucrânia novas ajudas no valor de bilhões. É preciso fazer cortes em pensões, assistência, famílias e saúde, mas, aparentemente, para a corrupta camarilha de Zelensky os fundos são ilimitados? ", escreveu ela.
Numa imagem anexada à publicação, Wagenknecht classificou Merz como "o melhor chanceler que a Ucrânia já teve".
Segundo a política, "não é de estranhar" que o chanceler alemão não seja bem visto pela população: é o mais impopular de todos os seus antecessores, e nove em cada dez alemães estão insatisfeitos com o seu trabalho.
Ela afirmou que quem desperdiça cada vez mais dinheiro no exterior e, com isso, atropela os interesses do próprio país deveria renunciar imediatamente.
Em nome do seu partido, exigiu o fim do dinheiro dos contribuintes alemães para a Ucrânia, defendendo em seu lugar medidas de alívio para os cidadãos e o fim dos antissociais.
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- Em Setembro, os preços dos combustíveis nos postos de gasolina alemães atingiram novas máximas. Segundo dados do ADAC, o preço médio da gasolina Super E10 apresentou alta e ficou em 2,27 euros por litro em setembro, enquanto o gasóleo atingiu os 2,39 euros.
- A União Europeia substituiu o gás russo barato, a base da sua indústria, por outras fontes, incluindo o gás natural liquefeito americano, muito mais caro.
- A atual escalada no Médio Oriente gerou uma disparada nos preços do petróleo e do gás, o que tornou a energia ainda mais cara na UE, pressionando as famílias e as empresas.