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Israel estaria preparado para abater o avião da Flydubai

O plano de emergência incluía o uso de caças para abater a aeronave com mais de 170 passageiros.
Israel estaria preparado para abater o avião da FlydubaiGettyimages.ru / Gil Cohen-Magen/picture alliance

Israel estava preparado para abater um avião da FlyDubai com mais de 170 passageiros se ele continuasse a se dirigir para o espaço aéreo israelense em circunstâncias que indicassem um possível sequestro, disseram, nesta segunda-feira (5), à CBS News, duas fontes israelenses familiarizadas com o assunto.

As fontes indicaram que Israel ativou um protocolo de emergência pré-estabelecido, enviou caças e fechou seu espaço aéreo. Os regulamentos teriam permitido a entrada no espaço aéreo jordaniano para inspecionar a aeronave caso ela tivesse se aproximado a uma certa distância de Israel.

Caso tivesse sido determinado que o avião havia sido sequestrado, e ele tivesse permanecido em silêncio por rádio sem fazer exigências, o assunto teria sido encaminhado ao ministro da Defesa e ao primeiro-ministro de Israel. Somente este último poderia ter autorizado o seu abate.

Segundo as fontes, tal decisão teria sido considerada para evitar uma perda de vidas potencialmente muito maior caso a aeronave estivesse se dirigindo para um alvo de alto valor em Israel.

O que aconteceu a bordo?

  • O incidente teria sido causado por uma briga entre os pilotos depois que  um deles tentou derrubar o avião. A aeronave caiu mais de 4.300 metros em menos de meio minuto. O copiloto esfaqueou o comandante, e os passageiros intervieram em uma luta sangrenta.
  • Durante a crise, os códigos 7700 e 7500 — tomada hostil e intervenção ilegal — foram transmitidos, alertando os sistemas de segurança em Israel e no Oriente Médio e suspendendo as partidas no Aeroporto Ben Gurion. Após ser desviado, o avião  pousou na Arábia Saudita.
  • O copiloto que esfaqueou seu colega está sob custódia e sendo interrogado  pelas autoridades sauditas, disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificando o incidente como um  "acidente de segurança extremamente grave" .