O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III, entrou com uma ação contra a Polícia do Vale do Tâmisa para contestar a legalidade dos mandados que permitiram buscas em suas residências durante uma investigação relacionada a Jeffrey Epstein. A informação foi publicada no domingo (4) pelo jornal britânico The Telegraph.
Mountbatten-Windsor foi detido em 19 de fevereiro, dia em que completou 66 anos, sob suspeita de má conduta em cargo público. Ele foi interrogado por cerca de 11 horas e liberado sob investigação, sem ser formalmente acusado.
As suspeitas envolvem o suposto compartilhamento de informações confidenciais com Epstein durante o período em que atuou como enviado comercial do Reino Unido.
Os mandados autorizaram buscas na antiga residência de Mountbatten-Windsor, a Royal Lodge, em Windsor, e em uma propriedade no complexo de Sandringham, pertencente ao rei Charles III. O ex-príncipe busca uma revisão judicial para determinar se a polícia agiu legalmente.
Uma audiência privada no Tribunal Superior britânico está marcada para quinta-feira (8) e deverá discutir também o acesso a documentos relacionados ao processo. A polícia se opõe à divulgação de parte do material.
No fim de 2025, Charles III retirou do irmão seus títulos reais e o título de duque de York devido à associação com Epstein. Mountbatten-Windsor nega irregularidades, e a investigação policial continua.
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