Mais de 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições, realizado neste domingo (4). A abstenção foi de 21,08%, maior percentual registrado em um primeiro turno de eleições gerais desde 1998.
Os eleitores que faltaram ao primeiro turno podem votar normalmente no segundo, marcado para 25 de outubro, desde que o título esteja regular. Cada turno é considerado uma eleição independente pela Justiça Eleitoral.
O número de ausentes supera em mais de duas vezes a soma dos votos recebidos pelos demais candidatos à Presidência, além de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Os dois foram ao segundo turno com 53,88 milhões e 56,10 milhões de votos, respectivamente. Os demais candidatos somaram cerca de 15,3 milhões.
Quem não votou no primeiro turno e ainda não justificou a ausência precisa regularizar a situação. O prazo vai até 3 de dezembro, pelo Autoatendimento Eleitoral do TSE ou em um cartório eleitoral, mediante apresentação de documento que comprove o motivo da falta.
A multa para quem não justificar é de R$ 3,51 por turno. O eleitor que deixar de votar e não regularizar a situação pode ter o título cancelado após três turnos consecutivos sem justificativa.