Este hábito simples pode fazer diferença na saúde mental dos adolescentes, aponta estudo

Durante a pesquisa, uma análise de ressonância magnética estrutural mostrou que os adolescentes mais ativos tinham córtex mais espesso em regiões ligadas ao controle motor e à regulação emocional.

Um estudo com mais de 5.500 adolescentes americanos revelou que mais passos por dia estão diretamente associados a menos problemas de saúde mental, informou no sábado a Neuroscience News.

A pesquisa foi liderada por cientistas do King's College London e da Universidade de Massachusetts Amherst.

Os participantes usaram acelerômetros Fitbit de nível científico por três semanas contínuas, entre os 11 e 12 anos, para registrar seus padrões de movimento.

Um ano depois, os pesquisadores avaliaram o bem-estar psicológico dos jovens com o Inventário de Comportamentos de Crianças e Adolescentes (CBCL), questionário respondido por eles e pelos pais.

Os resultados mostraram uma relação inversa clara: jovens com menos de 5 mil passos por dia tinham a maior carga de sintomas de ansiedade, depressão e problemas comportamentais.

Já os que caminhavam cerca de 8 mil passos apresentaram reduções marcantes nos sintomas, e os que atingiam 12 mil passos ou mais tinham a melhor resiliência emocional.

A análise de ressonância magnética estrutural mostrou que os adolescentes mais ativos tinham córtex mais espesso em regiões ligadas ao controle motor e à regulação emocional.

Os autores ressaltam que o estudo é observacional e não prova causalidade direta, mas destaca o potencial de caminhadas diárias como estratégia acessível de saúde mental.