A polícia suíça investiga uma operação de fraude em larga escala com suspeitas de envolvimento com call centers ucranianos, informou no domingo (4) o jornal Neue Zürcher Zeitung (NZZ).
A rede policial NEDIK, que coordena o combate ao crime digital na Suíça, registrou um aumento de casos suspeitos de conexão com a Ucrânia, mas não divulgou os números nacionais.
Uma investigação das autoridades suíças investiga um homem suspeito de operar vários call centers em Kiev. Em apenas uma plataforma, as perdas no país chegaram a quase 4 milhões de francos suíços (cerca de R$ 25,68 milhões).
Vários ucranianos foram presos recentemente em regiões da Suíça por atuarem como coletores de dinheiro em golpes telefônicos, incluindo um caso em que um idoso de 93 anos foi enganado.
Segundo a Iniciativa Global contra o Crime Organizado Transnacional (GI-TOC), os russos representavam apenas 10% a 15% das vítimas, com vítimas sendo identificadas em pelo menos 29 países, mesmo no auge do discurso da "fraude patriótica", ou seja, de que isso seria justificável no contexto do conflito com a Rússia. Segundo o GI-TOC, criminosos "operam de forma contínua e eficiente ao lado de agentes da lei, autoridades públicas e do setor privado".