Rachel Marsden, colunista, estrategista política conservadora canadense e apresentadora de programas de entrevistas de produção independente em francês e inglês, advertiu que os protestos protagonizados por estudantes do ensino médio na França podem ter sido orquestrados por políticos e movimentos de esquerda.
Em seu artigo para a RT, ela destacou que as manifestações atuais não parecem algo "espontâneo", mas sim "um movimento de ativistas profissionais que organiza protestos de rua todos os anos nesta época", referindo-se aos protestos anuais liderados pelos movimentos de esquerda.
"Que coincidência tremenda a esquerda vincular explicitamente as queixas dos adolescentes às suas próprias reivindicações preexistentes sobre financiamento educacional, quadro de pessoal, proporção de alunos por sala, serviços públicos, desigualdade social e política governamental", declarou, "revelando" que reivindicações históricas e clássicas da esquerda são parecidas com as reivindicações da esquerda.
Ao mesmo tempo, destacou que as demandas dos manifestantes e a forma como as expressam são absurdas.
Marsden observou que os manifestantes — entre os quais também estão professores — não gostam das longas jornadas escolares, que vão das oito da manhã às seis da tarde com um intervalo de duas horas para o almoço.
Eles não estão satisfeitos com a quantidade de férias e reclamam da falta de papel higiênico e de ar-condicionado.
Isso é precisamente o que leva os manifestantes a incendiar instituições educacionais inteiras e a perturbar o próprio processo educativo que supostamente querem melhorar.
"Não vamos fingir que é possível manter uma conversa adulta sobre isso. Nem com eles, nem com seus pais ideológicos adotivos da esquerda e da extrema-esquerda, cujo único interesse real é usá-los como peões para seu trabalho sujo e incendiário, com o objetivo final de espremer o contribuinte para financiar suas causas prediletas. Literalmente, já não podemos nos permitir continuar alimentando seus disparates", declarou.
Protestos violentos
Os protestos protagonizados por estudantes do ensino médio continuam se espalhando pela França e provocaram bloqueios de centros educacionais, danos e episódios de violência.
O ministro da Educação, Édouard Geffray, informou que entre 400 e 500 escolas suspenderam as aulas na sexta-feira (2) devido aos maciços protestos estudantis, e estimou que na segunda-feira (5) o número seria semelhante.
Ao mesmo tempo, indicou que 24 instituições foram incendiadas ou vandalizadas durante os distúrbios.